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CAVALO PIANCÓ

Folclore piauiense, da cidade de Amarante-PI.

Forma de coco que surgiu às margens do Canindé, rio de transição onde o caboclo faz suas vazantes. Nas noites enluaradas, quando vigiam as plantações, rapazes e ocas, para afugentar o sono, entretêm-se com a brincadeira. E dançando ao pares, cavaleiros e damas em círculo vão imitando o trote de um cavalo manco. Os cavaleiros trocam de damas e seguem o enredo dançando e cantando:

CORO:

 

Ora o meu cavalo é Piancó

Ora o meu cavalo é Piancó

Ora o meu cavalo é Piancó

Bonito pra vadiar...

Cavaleiro troca o par

 

A palavra Piancó

Para a população amarantina e os demais conhecedores do Cavalo Piancó a palavra “Piancó” significa cavalo manco, ou seja, que puxa de uma perna. “[...] costumam dançar imitando, o trote de um cavalo manco...”[3] Porém ao longo de algum tempo a busca por respostas mais concretas era inevitável, pois uma palavra tão diferente do cotidiano não poderia ter sido ouvida aqui, e nem citada. Foi então que através de pesquisas, para elaboração de um projeto de monografia que, descobriu-se algumas coisas intrigantes sobre o significado de “Piancó” palavra que soa diferente, até hoje para várias pessoas, sendo elas ou não do meio cultural tanto da cidade de Amarante quanto de qualquer outra região.

A palavra “Piancó” até então desconhecida o seu significado, originou-se do chefe dos índios Coremas Grupo indígena originário do oeste da Paraíba, onde esta situada a atual cidade de Coremas. Teve como chefe o índio chamado Piancó (temor ou medo). Sendo o vale ocupado pela tribo é até hoje chamado de Vale do Piancó. Observando assim que está palavra não veio da cultura negra, “[...] os batuques herdeiros das rodas de danças africanas originaram ainda uma serie de dança que ficaram quase exclusivamente de negros e mestiços do campo e das cidades do Brasil”[4]. A citação nos levaria a crê que esta palavra tenha origem nos terreiros de batuque por a dança ter aparências afras.


HISTÓRIA DA CACHAÇA LIRA

§  HISTÓRIA

A Cachaça Lira é produzida em Amarante, Piauí e representa a saga de um homem que viveu à frente do seu tempo: Francisco José Lira. Esse piauiense nasceu em 1864 e desde 1889, dedicou-se à produção de cachaça.

Coronel Chico Lira, com sua extraordinária capacidade empreendedora, transformava as adversidades em oportunidades. Quando uma grande seca devastou o sertão nordestino no ano de 1915 ele fundou o Sítio Floresta, onde criou meios de sustentabilidade, de preservação ambiental e uso racional dos recursos naturais. Preocupações que somente hoje estão sendo disseminadas globalmente.

Sua postura ética e seu rígido caráter, pautados na fé e no respeito aos valores, marcaram profundamente a formação dos seus descedentes, que preservaram seu empreendimento e, sobretudo, suas lições, como um valioso patrimônio para a posteridade.

A Cachaça Lira é resultado desse processo que associa a tradição dos antigos engenhos com a evolução das novas tecnologias, a paciência do tempo secular com o prazer de fazer bem feito, o apuro artesanal brasileiro com os mais rigorosos padrões internacionais de qualidade. Uma história que a família Lira tem orgulho de demonstrar ao batizar com seu próprio nome essa extraordinária bebida.

A Cachaça Lira nasce de uma cana produzida de forma orgânica, método que garante a matéria-prima de elevada qualidade, além de respeitar o meio ambiente. Suas características especiais são obtidas e potencializadas nas criteriosas técnicas de corte, lavagem, moagem, fermentação, destilação em alambique de cobre e armazenagem em tonéis de madeira, onde permanece por vários anos.

§  ORIGEM DO NOME

O nome é uma homenagem ao criador da cachaça, Sr. Francisco José Lira.